Fantástico: imagens mostram fábrica e funcionários pouco antes de explosão no Paraná #g1
Resumo
A cidade de Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, está de luto após uma tragédia que vitimou nove trabalhadores da ENAEX Brasil, uma empresa que fabrica explosivos. A comunidade se reuniu na igreja de São Sebastião para homenagear as vítimas, que eram em sua maioria jovens e deixaram famílias devastadas. O acidente ocorreu durante uma rotina matinal de oração na fábrica, quando uma explosão destruiu parte das instalações, deixando apenas três sobreviventes.
A explosão ocorreu em uma área afastada da sede principal da empresa, causando um imenso impacto que foi sentido a quilômetros de distância. As investigações estão em andamento para determinar as causas do acidente, com peritos analisando vestígios e a estrutura afetada. A tragédia levantou preocupações sobre a segurança na fabricação de explosivos, e a empresa está colaborando com as autoridades para garantir que todos os protocolos de segurança sejam revisados.
A fábrica suspendeu suas atividades e as investigações incluem a análise de documentos e procedimentos de segurança. A empresa prometeu apoio às famílias das vítimas e transparência em relação às causas da tragédia. Amigos e familiares dos trabalhadores falecidos expressaram um profundo sentimento de perda, enquanto a comunidade busca força na união e esperança para superar a dor causada por esse evento trágico.
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Nove trabalhadores da ENAEX Brasil morreram em uma explosão na fábrica em Quatro Barras.
A tragédia ocorreu durante uma rotina matinal de oração.
A explosão destruiu parte das instalações da fábrica.
Três trabalhadores sobreviveram ao acidente.
Investigações estão em andamento para determinar as causas do acidente.
A fábrica suspendeu suas atividades após a tragédia.
A empresa oferece apoio às famílias das vítimas.
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Palavras-chaves
Transcrição
[Música] A pequena quatro barras está de luto. Moradores dessa cidade industrial, da região metropolitana de Curitiba, lotaram a igreja de São Sebastião para homenagear nove trabalhadores mortos na última terça-feira. Camila, Cléberson, Eduardo, Franciele, Jéssica, Márcio, Pablo, Roberto e Simeão. Quase todos jovens, alguns com filhos pequenos, deixam famílias devastadas. Funcionários da ENAEX Brasil, multinacional chilena, que fabrica e exporta explosivos para a mineração e a construção civil. O Fantástico teve acesso a imagens que contam a história dessa tragédia e também de quem se salvou por uma questão de segundos. 5:55 da manhã de terça-feira. Sete homens e cinco mulheres se preparam para iniciar os trabalhos em uma das plantas da fábrica, se reúnem e fazem uma prece, um ritual praticado todos os dias. Essas duas mulheres e um homem que também está no grupo, fora do alcance da câmera, deixam o lugar depois da oração. Nove pessoas ficam. O vapor da água usado para desentupir o material explosivo que é invasado ali se espalha pela sala. Segundo a empresa, a presença desse vapor é normal. Nessa outra imagem, às 5:56, aparecem as duas mulheres que saíram do barracão. Elas se aproximam da unidade onde é feita a embalagem. Cerca de um minuto depois da prece, a explosão. Apenas três das 12 pessoas que rezavam sobreviveram. Os três conseguiram escapar praticamente sem escoriação nenhuma. O rapaz que sai para pegar a luva, ele consegue chegar no vestiário e esse vestiário serve como uma barreira de proteção dele do do blest da explosão. As outras duas meninas não entram no barracão delas, mas elas conseguem ficar por trás de uma barreira de terra. A explosão foi nessa área da empresa que fica bem distante da sede principal. arrasou estruturas e árvores gigantes que estavam no caminho. Onde havia várias construções cobertas pela mata, abriu-se um imenso clarão. O som foi ouvido a quilômetros de distância. A onda de choque causou estragos até em municípios vizinhos. Brigadistas da empresa foram os primeiros a prestar socorro. Logo depois chegaram os bombeiros. Era um cenário de destruição. A edificação mais próxima do epicentro, parte dela ruída e o local, o epicentro, uma cratera, com pedaços de edificações, com explosivos espalhados pelo terreno, um ambiente realmente de caos. O epicentro da explosão fica a 500 m daqui, atrás daquela montanha. Nesse terreno tem 25 unidades de produção. O exército, que regulamenta e fiscaliza a fabricação de explosivos, determina que cada componente seja produzido num local diferente e afastado. As árvores, os vales e esse terreno acidentado funcionam como barreiras naturais e isso evitou que a tragédia fosse ainda mais grave. Os barracões são entre trincheiras, né, que invbializa aí o deslocamento de uma explosão, deslocamento de ar ou de energia de uma forma horizontal, né, causando danos a outros barracões. É um dano controlado que a gente fala, se limita aquela área. A investigação nesse cenário desolador é um desafio. possibilidade de explosivos espalhados no terreno chegou a interromper os trabalhos das forças de segurança. O risco de acontecer uma nova explosão naquela planta que ficava 30, 40 m do ponto e onde aconteceu a detonação da planta ali era muito grande. Um caso extremamente complexo para os peritos paranaenses. Nós temos uma equipe grande, né, de de peritos e técnicos atuando nesse incidente. desde química, antropologia localística que atende local de crime, serviço de de medicina legal, a odontologia. A prioridade é identificar as nove vítimas a partir do material genético encontrado pela equipe. A gente tá buscando apoio de outros estados para que a gente realize logo esses exames e dê dê um certo conforto pra família, né? Na unidade onde ocorreu a explosão, os trabalhadores carregavam esse tubo vermelho com pentolite, uma mistura com imenso poder de destruição, mas que depende desse componente para poder explodir. Por segurança, o detonador era montado em outro prédio da fábrica. Agora, o laboratório de química forense vai analisar os vestígios encontrados na investigação para determinar as causas dessa tragédia. A gente resolveu chamar os três sobreviventes para eles explicarem ali o a dinâmica da daquele dia. Todos relataram um dia de trabalho comum, como vários outros, e eles não têm nenhuma ideia do que pode ter causado o a explosão. Várias possibilidades, desde de uma reação química, desde uma falha humana, desde, né, de uma falha mecânica. A polícia aguarda o relatório da perícia técnica e também solicitou documentos, informações sobre manutenção de equipamentos e autorizações para funcionamento da empresa. Uma empresa que está em dia com toda a legislação que é feita pelo exército brasileiro, pelo corpo bombeiros aqui do estado do Paraná e pela Polícia Civil. E também os protocolos de segurança dela são bastante rigorosos. A fabricação de explosivos está suspensa desde a última terça-feira e boa parte da ENEX continua isolada para o trabalho dos bombeiros, do esquadrão antibombas e da polícia científica. E a gente não tem autorização para passar desse ponto aqui. A gente vai revisar todos os nossos procedimentos, reforçar todas as as práticas de segurança que a gente tem. Que respostas famílias podem esperar da empresa com relação ao que aconteceu? Eh, primeiramente é todo o apoio necessário para que a gente vai dar para eles, que eles podem contar com isso. Eh, nós estamos com coração partido em função desse terrível acidente e toda a transparência em função do que aconteceu a gente vai passar para eles. O Fantástico procurou a igreja do bispo Márcio Nascimento de Andrade, que morreu depois de conduzir a prece que antecedeu a explosão, e conversou com amigos e algumas pessoas das famílias dos funcionários mortos, mas eles estavam sem condições de gravar entrevista. No rosto de todos, um sentimento difícil de traduzir em palavras. Que o amor e a esperança sejam mais fortes que a dor. Rezemos ao Senhor. [Música]
