Gabriela Stapff

O que ninguém te conta sobre produzir depois que você regula o sistema nervoso

Gabriela Stapff10 mil visualizações4527203/09/202617:31People & Blogs

Resumo


Em uma frase

O que ninguém te conta é que regular o sistema nervoso reduz sua produtividade, e isso exige ressignificar quem você é.

Quando você regula o sistema nervoso, sua quantidade de produção diminui, não a qualidade. Gabriela vivenciou isso na prática após passar por um processo de burnout em 2024, mesmo fazendo aquilo que ama. A regulação do sistema nervoso nos tira do estado de alerta e sobrevivência, o que impacta diretamente quantas coisas conseguimos entregar. Isso a levou a fazer mais nãos, colocar mais limites e questionar: "quem é essa Gabi que consegue produzir de um lugar mais calmo?" Essa comparação com a versão anterior de si mesma, que conseguia fazer muito mais, é desafiadora, especialmente quando você manifestou uma vida maravilhosa através daquela forma de trabalhar.

O burnout que ninguém vê vindo

Gabriela passou meses sem gravar porque estava vivendo um processo intenso de autoconhecimento. Em março de 2024, começou a sentir sintomas físicos atípicos: dormência na mão esquerda, formigamento que se espalhava pelo braço, perna e rosto. Apesar de todos os exames (ressonância magnética, investigações neurológicas) não mostrarem nada físico, ela compreendeu que o corpo estava sinalizando algo emocional. A vida a fazia "recalcular a rota" e olhar para pontos que estavam "embaixo do tapete".

A revelação mais importante: você pode amar o que faz, acreditar no que faz, fazer com amor e mesmo assim sobrecarregar seu sistema nervoso. Para pessoas neurodivergentes ou muito intensas, isso é especialmente problemático, porque quando se gosta muito de algo e há um propósito grande, é muito difícil descansar e se ponderar.

A jornada de regulação e seus custos

Gabriela começou a mergulhar em práticas de regulação do sistema nervoso: respiração, movimentos mais lentos no dia a dia. Ela sempre foi acelerada e isso trouxe resultados, mas percebeu que precisava fazer o que ama "com calma, com presença, de estar inteira".

No entanto, essa mudança trouxe uma realidade incômoda: ela teve que reconhecer limitações sensoriais que nunca havia respeitado. Cancelou o evento do Portal (algo que ama e que muda vidas), porque abraçar 300 pessoas e levar meses para se recompor estava a sobrecarregando. Mudou fornecedores, pessoas que trabalhavam com ela, coisas às quais tinha apego e familiaridade.

O dilema da gratidão versus o sofrimento

Uma das questões mais profundas que Gabriela traz é a confusão entre ter uma vida maravilhosa e estar adoecendo ao mesmo tempo. Ela acordava agradecendo, dormia agradecendo, tinha tudo que sempre sonhou. Então por que estava adoecendo? Essa angústia a levou a compreender que sentir coisas humanas não te faz ingrato pela vida.

Ela estava reprimindo raiva e tristeza, intelectualizando tudo (ligando os pontos, analisando traumas) sem conseguir realmente sentir. Virou uma panela de pressão. A jornada agora é voltar ao corpo, porque "o corpo não mente".

Neurodivergência e diagnóstico tardio

Gabriela também está em processo de diagnóstico para neurodivergência (possivelmente autismo ou TDAH). Anteriormente, acreditava que só deveria buscar diagnóstico quem tivesse prejuízos funcionais na vida. Mas mudou de perspectiva: a vida inteira teve rótulos por nunca ter tido um diagnóstico. Ela nunca respeitou suas limitações sensoriais.

Mulheres frequentemente recebem diagnósticos tardios de autismo porque fazem "masking" (mascaramento) com facilidade durante a infância. Pessoas com TDAH podem aprender a se culpar e achar que há algo errado com elas, quando na verdade é uma questão bioquímica relacionada à dopamina.

Os sinais do excesso que custam caro

Os hormônios do estado de aceleração e sobrecarga trazem resultados a curto prazo, mas cobram um preço: insônia, dormência, problemas digestivos, irritabilidade, instabilidade emocional. De nada adianta conquistar o mundo e perder a si mesmo.

Existe diferença entre colocar energia alinhada e integrada (deixando algumas coisas de lado em certas fases) e querer dar conta de tudo o tempo todo, pisando no acelerador sem pausa.

O autocrítico interno e as redes sociais

Gabriela tem um autocrítico muito elevado, uma voz interna que se tornou tirânica: sempre falta algo, sempre há o próximo nível. Não é para ninguém, é para si mesma. As redes sociais amplificam isso, trazendo excesso de estímulo, informação e cobrança. Ela fez um detox de redes sociais na Quaresma e recomenda que todos façam.

O novo trabalho: vulnerabilidade em vez de perfeição

Gabriela está escolhendo estar em um lugar de mais vulnerabilidade. Não quer ficar preocupada com a edição, a arte, os cortes, porque isso a leva a um hiperfoco de perfeccionismo que impede a entrega. A essência do seu trabalho é conversar "de uma alma para outra alma", e isso se perde quando busca perfeição.

Seu novo planner nasceu dessa jornada: suas práticas agora são de regulação do sistema nervoso, não de mais produção.

A mensagem final

Para quem se sente culpado por não produzir como antes: quando você sai do campo de aceleração e sobrecarga, a quantidade diminui. Mas isso não significa que você não vá mais performar. Significa que você está criando de um lugar verdadeiro, integrado, onde a qualidade e a sustentabilidade importam mais que a quantidade.

A transformação real não é se tornar algo novo, mas remover as ilusões para acessar aquilo que sempre existiu ali. "Vamos criar um novo mundo através da criação de um novo eu."

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Palavras-chaves


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Transcrição


Eu passei meses sem gravar aqui pro

canal e hoje eu quero compartilhar com

você algo bem de muita vulnerabilidade

do meu processo, daquilo que eu vivi ao

longo de 2026, que foi um ano, né, está

sendo ainda um ano muito intenso, mas

que me trouxe reflexões que eu acho que

vão ser valiosas paraa sua vida também.

Nesse ano, eu passei por uma descoberta

não tão agradável assim de que eu estava

em um processo de burnout. Eu sempre

acreditei que o Burnout fosse só

associado a carreira ou coisas muito

específicas, a fatores muito

estressores. Mas eu quero compartilhar

com vocês um burnout, talvez diferente

de alguém que ama o que faz, acredita no

que faz, que faz com amor e mesmo assim

pode sobrecarregar seu sistema nervoso.

Então, a primeira coisa que eu quero

compartilhar é justamente isso. Não é

porque você faz algo que você ama, que

você acredita, que você não pode ter

consequências ruins na sua saúde. Eu

acho que para quem é neurodivergente ou

é intenso demais, isso na verdade até um

problema, porque quando a gente gosta

muito de algo, quando a gente acredita,

quando tem um propósito muito grande, é

muito difícil a gente descansar, a gente

se ponderar. Eu passei a vida inteira

sendo extremamente produtiva, mas quando

eu comecei a minha jornada de

autoconhecimento, eu percebi que tinham

coisas que me nutriam em um outro nível,

onde eu parei de só focar em resultados

materiais, mas sim na pessoa que eu tava

me tornando, naquilo que eu tava

deixando no mundo, no rastro que a minha

empresa deixava nas pessoas.

Mas mesmo assim, nesse ano de 2026,

alguns sintomas mudaram a minha vida de

cabeça para baixo. No dia 3 de março, eu

comecei a sentir uma dormência na minha

mão esquerda, uma sensação estranha, um

certo formigamento que passou e ficou

uns dias indo e vindo. Eu falei: "Ah,

deve ser algum nervo que tá pensado,

alguma coisa de posição". E depois isso

começou a se espalhar pelo meu braço. Eu

comecei a sentir na perna. Até que um

dia eu acordei sentindo o formigamento

no meu rosto e na parte esquerda da

minha língua, tudo no na parte esquerda

do corpo. E foi um momento em que eu fui

pra emergência, né? Poderiam ser muitas

coisas ruins. Vocês que me acompanham

aqui no canal, sei lá, há 10 anos,

conhecem a minha história. Eu comecei

esse canal no YouTube para compartilhar

a minha trajetória de cura da ansiedade,

da síndrome do pânico. E eu tenho essa

inclinação a ter ansiedade de doença,

né? então, a perceber demais o meu corpo

e a minha mente me levar isso para

cenários catastróficos. Então, eu já sei

lidar muito bem quando a minha mente me

leva para esse lugar. Mas esses sintomas

eram muito atípicos. Eu nunca tinha

sentido nada como isso. E já que era do

lado esquerdo do corpo, isso me

preocupou ainda mais. Enfim, fui pra

emergência, fiz todos os exames, não

apareceu nada. Depois segui com o

neurologista, fiz ressonância magnética

e outras investigações para doenças

neurodegenerativas

e nada apareceu. Graças a Deus isso é

uma coisa boa. Mas ao mesmo tempo dá

aquela sensação de pera aí, se não é o

corpo, né? Se não é uma coisa física,

claramente é algo emocional. E desde o

começo eu já sentia que era a vida me

fazendo recalcular a rota, olhar para

pontos que estavam embaixo do tapete e

entre elas a minha forma de viver, a

minha forma de produzir, a minha forma

de criar, que sempre foi muito intensa

por sempre aqui, né, amar aquilo que eu

faço.

Então eu comecei a mergulhar numa

jornada de regulação do sistema nervoso,

de voltar para mim e não só fazer aquilo

que eu amo, mas fazer aquilo que eu amo

com calma, fazer aquilo que eu amo com

presença, de estar inteira, né? Comecei

a fazer várias práticas, não só de

regulação da respiração, mas movimentos

mais lentos no dia a dia. Eu sempre fui

uma pessoa muito acelerada e isso me

trouxe resultados, benefícios.

Inclusive, eu falei: "Nossa, eu preciso

gravar para eles. Eu preciso trazer um

vídeo aqui sobre coisas que regulam o

sistema nervoso, que a gente nem percebe

e empolgada, mas ao mesmo tempo meu

coração me dizendo: "Calma, ainda não é

hora. Você ainda tá vivendo o seu

processo". E parte disso envolve

desacelerar, olhar para você ao invés de

já querer compartilhar.

Então, por isso que eu fiquei tanto

tempo mais reclusa em silêncio,

compartilhando algumas questões no meu

Instagram, mas aqui que é um espaço tão

sagrado, que eu tenho um carinho

gigantesco pela nossa comunidade, era

algo que eu me cobrava muito e me

questionava se eu ia voltar a gravar ou

não, só que algo me surpreendeu, né?

Então, a primeira informação que eu

trouxe para vocês de que, não é porque

você ama o que você faz, que você não

vai adoecer fazendo aquilo da maneira

errada. A segunda é que a regulação do

sistema nervoso faz com que a gente

esteja em um lugar em que a gente saia

do estado de sobrevivência de alerta

e isso impacta

o nosso nível de produtividade. Então eu

senti na prática a minha quantidade

diminuir, não a minha qualidade, mas a

quantidade do que eu entregava ser

reduzida em todas as áreas da minha

vida. Eu tive que falar mais nãos,

colocar mais limites e aí eu percebi que

estar com o sistema nervoso desregulado

tinha que fazer com que eu me

reconhecesse de novo. Então, quem é essa

Gabi que consegue produzir e criar de um

lugar mais calmo e não tão intenso

assim?

E eu confesso que é desafiador, porque

ao mesmo tempo que é maravilhoso ter um

sistema nervoso regulado, ter o seu

corpo saudável, ter as suas emoções em

dia, ao mesmo tempo eu tenho uma

comparação muito latente da Gabi que eu

era, do quanto eu conseguia fazer e do

quanto eu consigo fazer hoje. Então eu

tô entrando, eu tô ainda nesse processo

de fazer as pazes com essa nova versão,

de perceber que esse parâmetro que eu

tinha de produtividade,

de atingir resultados, né, eu manifestei

uma vida maravilhosa.

Mas qual é o custo de tudo isso? Porque

às vezes a gente foca só nas pessoas que

estão manifestando realidades ruas. Não,

gente, a minha vida é maravilhosa. E

isso fez parte de toda essa minha

angústia, porque eu falei: "Eu tenho

tudo, eu tenho muito mais do que eu

sonhei. Eu sou extremamente grata pela

minha vida. Eu acordo todos os dias

agradecendo. Eu vou dormir todos os dias

agradecendo. Eu olho ao meu redor e fico

maravilhada com a família que eu tenho,

com o trabalho que eu tenho. Por que eu

tô sentindo tudo isso? Porque que eu tô

adoecendo?

E

e isso é algo que eu quero trazer para

vocês também, porque sentir as coisas

humanas não te faz ingrato pela vida.

E isso fez, está fazendo parte do meu

processo de cura também, me permitir

sentir coisas ruins, porque a jornada do

despertar às vezes leva a gente para um

lugar em que a gente só quer ser grato e

vibrar alto e ter a energia sempre

elevada, mas a gente ainda não chegou

lá, pelo menos eu não cheguei lá.

Então eu percebi que muita coisa tava

sendo reprimida, raiva, tristeza e eu

tava uma panela de pressão. Então, por

não me permitir sentir, eu só

intelectualizava, ou seja, eu ligava os

pontos das questões, né, dos sintomas

com a minha vida, com o trauma, com o

que aconteceu, com o que falaram, com o

que deixaram de falar, mas eu não

conseguia sentir.

Então eu tô vivendo essa jornada de

voltar pro corpo, literalmente, porque o

corpo ele não mente.

E perceber tudo isso que esses sintomas

me fizeram observar.

E uma coisa que eu sinto de compartilhar

com você que tá me ouvindo, você que tá

com o seu coração aberto aí do outro

lado,

é a busca às vezes por um diagnóstico.

Inclusive, eu estou me contradizendo

nesse vídeo porque ano passado,

inclusive

eu gravei uma aula sobre

neurodivergência e trouxe um conteúdo

aqui pro canal falando sobre sintomas de

neurodivergentes,

coisas que eu me identificava muito, mas

que eu não ia atrás de um diagnóstico

porque eu não tinha prejuízos na minha

vida e que eu achava que as pessoas

tinham que buscar diagnóstico, né, seja

de autismo, TDAH, eh, superdotação,

enfim, seja qual for. a neurodivergência

caso a pessoa tenha prejuízo na vida

dela. Eu falei: "Eu sou uma pessoa

funcional, eu trabalho, eu eu tenho

relações sociais,

mas esse ano eu tomei uma baldada de

água fria, porque enquanto eu orava me

veio essa mensagem:

vai atrás de um diagnóstico." Eu estou

no processo. Eu já fiz inclusive minha

primeira consulta, inclusive depois

desse processo, eu posso até

compartilhar o médico que tá fazendo

esse processo comigo,

mas

diferente do que eu pensava

anteriormente, eu achava que um

diagnóstico para alguém que é funcional

só fosse criar mais rótulos, né, e mais

camadas de coisas que talvez eu usasse

como justificativa.

Mas ao longo desse despertar desse ano,

né, que eu vivi muitas, muitas emoções

com os meus sintomas,

eu percebi que a vida inteira eu tive

rótulos por nunca ter tido um

diagnóstico. E talvez o diagnóstico não

venha, mas existe uma neurodiversidade,

cada pessoa tem um funcionamento

diferente. E eu percebo que a minha vida

inteira eu nunca respeitei as minhas

limitações sensoriais.

Então, o que para alguma p pessoa

normal, por exemplo, o evento do portal

que acontece todo ano, esse foi o

primeiro ano que não aconteceu.

Foi o primeiro ano que a gente falou,

gente, não vai existir.

E para mim é muito difícil

porque

é algo que eu amo,

é algo que eu acredito, é algo que eu

sei que muda a vida das pessoas.

Mas eu não, esse ano não consigo.

Então, colocar os limites nas coisas

boas

é mais difícil que colocar nas ruins,

porque nas coisas ruins é meio que

nítido. Então, você tá num ambiente

tóxico, num relacionamento ruim,

abusivo, não que seja mais fácil, não tô

aqui minimizando nada, mas é nítido que

aquilo não te faz bem. Agora, quando é

algo que você ama, mas o excesso daquilo

está te fazendo mal, porque você não dá

conta, é muito desafiador olhar pra

nossa vulnerabilidade, paraas nossas

limitações, pras nossas fraquezas.

E

foi muito difícil reconhecer com a minha

equipe, falar pros meus alunos que não

ia ter o evento, mas é uma das coisas

que

essa nova camada de autoconhecimento que

eu tô vivendo, se eu tenho uma certa

sensibilidade sensorial, para mim fazer

um evento e abraçar 300 pessoas é muito.

Então, o fato de eu levar meses para me

recompor

é uma coisa que eu preciso olhar.

E isso envolve tudo. Envolve os

conteúdos que eu crio na internet,

envolve a minha escola de

autoconhecimento, envolve os produtos da

papelaria intuitiva.

Inclusive o próprio planner do ano que

vem nasceu disso. As práticas são

práticas de regulação do sistema

nervoso. Eu mudei tudo, mudei

fornecedor, mudei pessoas que

trabalhavam comigo. Eu fiz uma mudança

muito difícil de ser feita com coisas

que eu já tinha apego, com que eu já

tinha familiariedade,

mas porque eu sabia que aquilo tava

sobrecarregando o meu sistema.

E

essa mensagem é para você que

se sente culpado e não produzir como

antes em achar que, nossa, agora eu não

vou mais performar igual. Porque quando

você tá no nesse campo de aceleração e

de sobrecarga, você tem hormônios que te

ajudam, mas eles custam ao longo do

tempo. Então eu tive insônia, tive a

questão, né, desses sintomas de

dormência que já estão muito melhores,

mas às vezes eu ainda sinto.

É problema digestivo,

muita irritabilidade, instabilidade

emocional.

Então, de nada adianta conquistar o

mundo e perder a si mesmo, né? Tem uma

frase de Jesus que diz exatamente isso,

de que adianta você ganhar o mundo e

perder a sua alma.

É isso. Não, não vale, não vale o preço.

É lógico que vão ter fases da vida que

vão exigir mais de nós para construir

coisas, mas existe uma diferença entre

colocar a energia alinhada,

integrada e deixar algumas coisas de

lado do que querer dar conta de tudo e

ficar pisando no acelerador o tempo

todo, sem tempo de descanso, sem tempo

de restauração.

Eu percebi no ano passado também o

quanto as redes sociais estavam me

fazendo mal. Eu até gravei um vídeo aqui

para vocês contando sobre esse detox que

eu fiz, né? Eu passei a quaresma sem

rede social e foi assim algo que eu

recomendo que todo mundo faça, né? Agora

no começo de setembro a gente tem um

desafio de esperto que é sobre isso, é

sobre detox digital. Então se você não é

aluno do portal ou não tem o planner,

não tem problema, faça por si só. Nesse

vídeo eu te dou sugestões do que fazer,

mas é tanto excesso de estímulo de

informação

e de cobrança mesmo, né? Eu sou uma

pessoa que eu tenho um autocrítico muito

elevado, né? Aquela voz interna que

acaba se tornando até um tirano, porque

é assim, é uma insatisfação constante,

né? Eu vou, eu dou tudo de mim, eu

entrego tudo e vem essa voz: "É, mas

faltou tal coisa. Eu poderia ter tido

X, Y, Z e é sempre o próximo nível,

próximo nível. E não é para ninguém, é

para mim mesma.

Então, eu tô passando por um processo

intenso esse ano. Tive outros

acontecimentos próximos a mim também,

que foram muito impactantes, mas eu

quero estar aqui em um lugar de mais

vulnerabilidade.

Eu não quero ficar preocupada na edição

se tá boa, eh, a arte da tamb, os

cortes, porque

senão eu entro num hiperfoco de

perfeccionismo e aí eu não consigo dar

conta. E aí a essência do meu trabalho,

que é isso que eu tô fazendo aqui, que é

conversar de uma alma para outra alma,

se perde. Então

eu quero te agradecer por me ouvir. Eu

quero saber aqui nos comentários se você

se identificou com alguma dessas coisas,

se você se tornou mãe e sentiu que a sua

produtividade mudou muito e isso tem

afetado a comparação que você tem com a

sua eu de hoje, com a sua eu do passado.

essa questão dos estímulos, né, de se

sobrecarregar demais com algo que você

ama e não saber qual que é o limite

saudável, a hora de parar, a hora de

falar não, a hora de falar eu não dou

conta ou eu preciso de ajuda.

E também se você tem essa questão com a

neurodivergência, se você já pensou

sobre isso, se você já se identificou,

porque a quantidade de conteúdo

assim surreal que apareceu para mim

nesse último período foi muito chocante

de coisas que eu não sabia e que a

maioria das pessoas também não sabe.

Então, do autismo tardio, né, de você

ter um diagnóstico tardio em mulheres,

isso é muito mais comum porque as

mulheres fazem o mesking, né, ao longo

da infância com muito mais facilidade.

Então, essa coisa de conseguir interagir

socialmente

ou, por exemplo, pessoas que têm TH,

mas aprenderam a mais a se culpar,

acharem que tem algo de errado com elas,

com procrastinação do que algo que é

bioquímico mesmo, a relação que elas têm

com a dopamina. Então, gente, me abriu

um portal assim, literalmente

de coisas a serem trabalhadas esse ano

que não tá escrito, não tá escrito, mas

ao mesmo tempo eu sou muito grata por

ter a consciência de olhar para isso,

perceber e me tornar uma pessoa um pouco

melhor a partir disso que eu tô vivendo.

E eu espero compartilhar aqui não só os

meus aprendizados depois que eu cheguei

lá, mas aquilo que eu tô percorrendo,

como isso que eu tô vivendo agora. Então

eu quero trocar com você, quero saber se

isso tocou em algum lugar, comenta aqui

pra gente trocar, para outras pessoas

verem outros relatos também dessa

mudança de produtividade com o sistema

nervoso mais regulado, porque a gente só

vai criar um novo mundo através da

criação de um novo eu. E não é uma nova

pessoa, na verdade é o eu verdadeiro. É

quando a gente tira as camadas, né? a

gente para de se tornar algo, mas a

gente remove as ilusões para acessar

aquilo que sempre existiu ali.

Enfim,

é isso. Espero ver vocês em breve em um

próximo vídeo. Fique com Deus. M.