O que ninguém te conta sobre produzir depois que você regula o sistema nervoso
Resumo
Em uma frase
O que ninguém te conta é que regular o sistema nervoso reduz sua produtividade, e isso exige ressignificar quem você é.
Quando você regula o sistema nervoso, sua quantidade de produção diminui, não a qualidade. Gabriela vivenciou isso na prática após passar por um processo de burnout em 2024, mesmo fazendo aquilo que ama. A regulação do sistema nervoso nos tira do estado de alerta e sobrevivência, o que impacta diretamente quantas coisas conseguimos entregar. Isso a levou a fazer mais nãos, colocar mais limites e questionar: "quem é essa Gabi que consegue produzir de um lugar mais calmo?" Essa comparação com a versão anterior de si mesma, que conseguia fazer muito mais, é desafiadora, especialmente quando você manifestou uma vida maravilhosa através daquela forma de trabalhar.
O burnout que ninguém vê vindo
Gabriela passou meses sem gravar porque estava vivendo um processo intenso de autoconhecimento. Em março de 2024, começou a sentir sintomas físicos atípicos: dormência na mão esquerda, formigamento que se espalhava pelo braço, perna e rosto. Apesar de todos os exames (ressonância magnética, investigações neurológicas) não mostrarem nada físico, ela compreendeu que o corpo estava sinalizando algo emocional. A vida a fazia "recalcular a rota" e olhar para pontos que estavam "embaixo do tapete".
A revelação mais importante: você pode amar o que faz, acreditar no que faz, fazer com amor e mesmo assim sobrecarregar seu sistema nervoso. Para pessoas neurodivergentes ou muito intensas, isso é especialmente problemático, porque quando se gosta muito de algo e há um propósito grande, é muito difícil descansar e se ponderar.
A jornada de regulação e seus custos
Gabriela começou a mergulhar em práticas de regulação do sistema nervoso: respiração, movimentos mais lentos no dia a dia. Ela sempre foi acelerada e isso trouxe resultados, mas percebeu que precisava fazer o que ama "com calma, com presença, de estar inteira".
No entanto, essa mudança trouxe uma realidade incômoda: ela teve que reconhecer limitações sensoriais que nunca havia respeitado. Cancelou o evento do Portal (algo que ama e que muda vidas), porque abraçar 300 pessoas e levar meses para se recompor estava a sobrecarregando. Mudou fornecedores, pessoas que trabalhavam com ela, coisas às quais tinha apego e familiaridade.
O dilema da gratidão versus o sofrimento
Uma das questões mais profundas que Gabriela traz é a confusão entre ter uma vida maravilhosa e estar adoecendo ao mesmo tempo. Ela acordava agradecendo, dormia agradecendo, tinha tudo que sempre sonhou. Então por que estava adoecendo? Essa angústia a levou a compreender que sentir coisas humanas não te faz ingrato pela vida.
Ela estava reprimindo raiva e tristeza, intelectualizando tudo (ligando os pontos, analisando traumas) sem conseguir realmente sentir. Virou uma panela de pressão. A jornada agora é voltar ao corpo, porque "o corpo não mente".
Neurodivergência e diagnóstico tardio
Gabriela também está em processo de diagnóstico para neurodivergência (possivelmente autismo ou TDAH). Anteriormente, acreditava que só deveria buscar diagnóstico quem tivesse prejuízos funcionais na vida. Mas mudou de perspectiva: a vida inteira teve rótulos por nunca ter tido um diagnóstico. Ela nunca respeitou suas limitações sensoriais.
Mulheres frequentemente recebem diagnósticos tardios de autismo porque fazem "masking" (mascaramento) com facilidade durante a infância. Pessoas com TDAH podem aprender a se culpar e achar que há algo errado com elas, quando na verdade é uma questão bioquímica relacionada à dopamina.
Os sinais do excesso que custam caro
Os hormônios do estado de aceleração e sobrecarga trazem resultados a curto prazo, mas cobram um preço: insônia, dormência, problemas digestivos, irritabilidade, instabilidade emocional. De nada adianta conquistar o mundo e perder a si mesmo.
Existe diferença entre colocar energia alinhada e integrada (deixando algumas coisas de lado em certas fases) e querer dar conta de tudo o tempo todo, pisando no acelerador sem pausa.
O autocrítico interno e as redes sociais
Gabriela tem um autocrítico muito elevado, uma voz interna que se tornou tirânica: sempre falta algo, sempre há o próximo nível. Não é para ninguém, é para si mesma. As redes sociais amplificam isso, trazendo excesso de estímulo, informação e cobrança. Ela fez um detox de redes sociais na Quaresma e recomenda que todos façam.
O novo trabalho: vulnerabilidade em vez de perfeição
Gabriela está escolhendo estar em um lugar de mais vulnerabilidade. Não quer ficar preocupada com a edição, a arte, os cortes, porque isso a leva a um hiperfoco de perfeccionismo que impede a entrega. A essência do seu trabalho é conversar "de uma alma para outra alma", e isso se perde quando busca perfeição.
Seu novo planner nasceu dessa jornada: suas práticas agora são de regulação do sistema nervoso, não de mais produção.
A mensagem final
Para quem se sente culpado por não produzir como antes: quando você sai do campo de aceleração e sobrecarga, a quantidade diminui. Mas isso não significa que você não vá mais performar. Significa que você está criando de um lugar verdadeiro, integrado, onde a qualidade e a sustentabilidade importam mais que a quantidade.
A transformação real não é se tornar algo novo, mas remover as ilusões para acessar aquilo que sempre existiu ali. "Vamos criar um novo mundo através da criação de um novo eu."
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Transcrição
Eu passei meses sem gravar aqui pro
canal e hoje eu quero compartilhar com
você algo bem de muita vulnerabilidade
do meu processo, daquilo que eu vivi ao
longo de 2026, que foi um ano, né, está
sendo ainda um ano muito intenso, mas
que me trouxe reflexões que eu acho que
vão ser valiosas paraa sua vida também.
Nesse ano, eu passei por uma descoberta
não tão agradável assim de que eu estava
em um processo de burnout. Eu sempre
acreditei que o Burnout fosse só
associado a carreira ou coisas muito
específicas, a fatores muito
estressores. Mas eu quero compartilhar
com vocês um burnout, talvez diferente
de alguém que ama o que faz, acredita no
que faz, que faz com amor e mesmo assim
pode sobrecarregar seu sistema nervoso.
Então, a primeira coisa que eu quero
compartilhar é justamente isso. Não é
porque você faz algo que você ama, que
você acredita, que você não pode ter
consequências ruins na sua saúde. Eu
acho que para quem é neurodivergente ou
é intenso demais, isso na verdade até um
problema, porque quando a gente gosta
muito de algo, quando a gente acredita,
quando tem um propósito muito grande, é
muito difícil a gente descansar, a gente
se ponderar. Eu passei a vida inteira
sendo extremamente produtiva, mas quando
eu comecei a minha jornada de
autoconhecimento, eu percebi que tinham
coisas que me nutriam em um outro nível,
onde eu parei de só focar em resultados
materiais, mas sim na pessoa que eu tava
me tornando, naquilo que eu tava
deixando no mundo, no rastro que a minha
empresa deixava nas pessoas.
Mas mesmo assim, nesse ano de 2026,
alguns sintomas mudaram a minha vida de
cabeça para baixo. No dia 3 de março, eu
comecei a sentir uma dormência na minha
mão esquerda, uma sensação estranha, um
certo formigamento que passou e ficou
uns dias indo e vindo. Eu falei: "Ah,
deve ser algum nervo que tá pensado,
alguma coisa de posição". E depois isso
começou a se espalhar pelo meu braço. Eu
comecei a sentir na perna. Até que um
dia eu acordei sentindo o formigamento
no meu rosto e na parte esquerda da
minha língua, tudo no na parte esquerda
do corpo. E foi um momento em que eu fui
pra emergência, né? Poderiam ser muitas
coisas ruins. Vocês que me acompanham
aqui no canal, sei lá, há 10 anos,
conhecem a minha história. Eu comecei
esse canal no YouTube para compartilhar
a minha trajetória de cura da ansiedade,
da síndrome do pânico. E eu tenho essa
inclinação a ter ansiedade de doença,
né? então, a perceber demais o meu corpo
e a minha mente me levar isso para
cenários catastróficos. Então, eu já sei
lidar muito bem quando a minha mente me
leva para esse lugar. Mas esses sintomas
eram muito atípicos. Eu nunca tinha
sentido nada como isso. E já que era do
lado esquerdo do corpo, isso me
preocupou ainda mais. Enfim, fui pra
emergência, fiz todos os exames, não
apareceu nada. Depois segui com o
neurologista, fiz ressonância magnética
e outras investigações para doenças
neurodegenerativas
e nada apareceu. Graças a Deus isso é
uma coisa boa. Mas ao mesmo tempo dá
aquela sensação de pera aí, se não é o
corpo, né? Se não é uma coisa física,
claramente é algo emocional. E desde o
começo eu já sentia que era a vida me
fazendo recalcular a rota, olhar para
pontos que estavam embaixo do tapete e
entre elas a minha forma de viver, a
minha forma de produzir, a minha forma
de criar, que sempre foi muito intensa
por sempre aqui, né, amar aquilo que eu
faço.
Então eu comecei a mergulhar numa
jornada de regulação do sistema nervoso,
de voltar para mim e não só fazer aquilo
que eu amo, mas fazer aquilo que eu amo
com calma, fazer aquilo que eu amo com
presença, de estar inteira, né? Comecei
a fazer várias práticas, não só de
regulação da respiração, mas movimentos
mais lentos no dia a dia. Eu sempre fui
uma pessoa muito acelerada e isso me
trouxe resultados, benefícios.
Inclusive, eu falei: "Nossa, eu preciso
gravar para eles. Eu preciso trazer um
vídeo aqui sobre coisas que regulam o
sistema nervoso, que a gente nem percebe
e empolgada, mas ao mesmo tempo meu
coração me dizendo: "Calma, ainda não é
hora. Você ainda tá vivendo o seu
processo". E parte disso envolve
desacelerar, olhar para você ao invés de
já querer compartilhar.
Então, por isso que eu fiquei tanto
tempo mais reclusa em silêncio,
compartilhando algumas questões no meu
Instagram, mas aqui que é um espaço tão
sagrado, que eu tenho um carinho
gigantesco pela nossa comunidade, era
algo que eu me cobrava muito e me
questionava se eu ia voltar a gravar ou
não, só que algo me surpreendeu, né?
Então, a primeira informação que eu
trouxe para vocês de que, não é porque
você ama o que você faz, que você não
vai adoecer fazendo aquilo da maneira
errada. A segunda é que a regulação do
sistema nervoso faz com que a gente
esteja em um lugar em que a gente saia
do estado de sobrevivência de alerta
e isso impacta
o nosso nível de produtividade. Então eu
senti na prática a minha quantidade
diminuir, não a minha qualidade, mas a
quantidade do que eu entregava ser
reduzida em todas as áreas da minha
vida. Eu tive que falar mais nãos,
colocar mais limites e aí eu percebi que
estar com o sistema nervoso desregulado
tinha que fazer com que eu me
reconhecesse de novo. Então, quem é essa
Gabi que consegue produzir e criar de um
lugar mais calmo e não tão intenso
assim?
E eu confesso que é desafiador, porque
ao mesmo tempo que é maravilhoso ter um
sistema nervoso regulado, ter o seu
corpo saudável, ter as suas emoções em
dia, ao mesmo tempo eu tenho uma
comparação muito latente da Gabi que eu
era, do quanto eu conseguia fazer e do
quanto eu consigo fazer hoje. Então eu
tô entrando, eu tô ainda nesse processo
de fazer as pazes com essa nova versão,
de perceber que esse parâmetro que eu
tinha de produtividade,
de atingir resultados, né, eu manifestei
uma vida maravilhosa.
Mas qual é o custo de tudo isso? Porque
às vezes a gente foca só nas pessoas que
estão manifestando realidades ruas. Não,
gente, a minha vida é maravilhosa. E
isso fez parte de toda essa minha
angústia, porque eu falei: "Eu tenho
tudo, eu tenho muito mais do que eu
sonhei. Eu sou extremamente grata pela
minha vida. Eu acordo todos os dias
agradecendo. Eu vou dormir todos os dias
agradecendo. Eu olho ao meu redor e fico
maravilhada com a família que eu tenho,
com o trabalho que eu tenho. Por que eu
tô sentindo tudo isso? Porque que eu tô
adoecendo?
E
e isso é algo que eu quero trazer para
vocês também, porque sentir as coisas
humanas não te faz ingrato pela vida.
E isso fez, está fazendo parte do meu
processo de cura também, me permitir
sentir coisas ruins, porque a jornada do
despertar às vezes leva a gente para um
lugar em que a gente só quer ser grato e
vibrar alto e ter a energia sempre
elevada, mas a gente ainda não chegou
lá, pelo menos eu não cheguei lá.
Então eu percebi que muita coisa tava
sendo reprimida, raiva, tristeza e eu
tava uma panela de pressão. Então, por
não me permitir sentir, eu só
intelectualizava, ou seja, eu ligava os
pontos das questões, né, dos sintomas
com a minha vida, com o trauma, com o
que aconteceu, com o que falaram, com o
que deixaram de falar, mas eu não
conseguia sentir.
Então eu tô vivendo essa jornada de
voltar pro corpo, literalmente, porque o
corpo ele não mente.
E perceber tudo isso que esses sintomas
me fizeram observar.
E uma coisa que eu sinto de compartilhar
com você que tá me ouvindo, você que tá
com o seu coração aberto aí do outro
lado,
é a busca às vezes por um diagnóstico.
Inclusive, eu estou me contradizendo
nesse vídeo porque ano passado,
inclusive
eu gravei uma aula sobre
neurodivergência e trouxe um conteúdo
aqui pro canal falando sobre sintomas de
neurodivergentes,
coisas que eu me identificava muito, mas
que eu não ia atrás de um diagnóstico
porque eu não tinha prejuízos na minha
vida e que eu achava que as pessoas
tinham que buscar diagnóstico, né, seja
de autismo, TDAH, eh, superdotação,
enfim, seja qual for. a neurodivergência
caso a pessoa tenha prejuízo na vida
dela. Eu falei: "Eu sou uma pessoa
funcional, eu trabalho, eu eu tenho
relações sociais,
mas esse ano eu tomei uma baldada de
água fria, porque enquanto eu orava me
veio essa mensagem:
vai atrás de um diagnóstico." Eu estou
no processo. Eu já fiz inclusive minha
primeira consulta, inclusive depois
desse processo, eu posso até
compartilhar o médico que tá fazendo
esse processo comigo,
mas
diferente do que eu pensava
anteriormente, eu achava que um
diagnóstico para alguém que é funcional
só fosse criar mais rótulos, né, e mais
camadas de coisas que talvez eu usasse
como justificativa.
Mas ao longo desse despertar desse ano,
né, que eu vivi muitas, muitas emoções
com os meus sintomas,
eu percebi que a vida inteira eu tive
rótulos por nunca ter tido um
diagnóstico. E talvez o diagnóstico não
venha, mas existe uma neurodiversidade,
cada pessoa tem um funcionamento
diferente. E eu percebo que a minha vida
inteira eu nunca respeitei as minhas
limitações sensoriais.
Então, o que para alguma p pessoa
normal, por exemplo, o evento do portal
que acontece todo ano, esse foi o
primeiro ano que não aconteceu.
Foi o primeiro ano que a gente falou,
gente, não vai existir.
E para mim é muito difícil
porque
é algo que eu amo,
é algo que eu acredito, é algo que eu
sei que muda a vida das pessoas.
Mas eu não, esse ano não consigo.
Então, colocar os limites nas coisas
boas
é mais difícil que colocar nas ruins,
porque nas coisas ruins é meio que
nítido. Então, você tá num ambiente
tóxico, num relacionamento ruim,
abusivo, não que seja mais fácil, não tô
aqui minimizando nada, mas é nítido que
aquilo não te faz bem. Agora, quando é
algo que você ama, mas o excesso daquilo
está te fazendo mal, porque você não dá
conta, é muito desafiador olhar pra
nossa vulnerabilidade, paraas nossas
limitações, pras nossas fraquezas.
E
foi muito difícil reconhecer com a minha
equipe, falar pros meus alunos que não
ia ter o evento, mas é uma das coisas
que
essa nova camada de autoconhecimento que
eu tô vivendo, se eu tenho uma certa
sensibilidade sensorial, para mim fazer
um evento e abraçar 300 pessoas é muito.
Então, o fato de eu levar meses para me
recompor
é uma coisa que eu preciso olhar.
E isso envolve tudo. Envolve os
conteúdos que eu crio na internet,
envolve a minha escola de
autoconhecimento, envolve os produtos da
papelaria intuitiva.
Inclusive o próprio planner do ano que
vem nasceu disso. As práticas são
práticas de regulação do sistema
nervoso. Eu mudei tudo, mudei
fornecedor, mudei pessoas que
trabalhavam comigo. Eu fiz uma mudança
muito difícil de ser feita com coisas
que eu já tinha apego, com que eu já
tinha familiariedade,
mas porque eu sabia que aquilo tava
sobrecarregando o meu sistema.
E
essa mensagem é para você que
se sente culpado e não produzir como
antes em achar que, nossa, agora eu não
vou mais performar igual. Porque quando
você tá no nesse campo de aceleração e
de sobrecarga, você tem hormônios que te
ajudam, mas eles custam ao longo do
tempo. Então eu tive insônia, tive a
questão, né, desses sintomas de
dormência que já estão muito melhores,
mas às vezes eu ainda sinto.
É problema digestivo,
muita irritabilidade, instabilidade
emocional.
Então, de nada adianta conquistar o
mundo e perder a si mesmo, né? Tem uma
frase de Jesus que diz exatamente isso,
de que adianta você ganhar o mundo e
perder a sua alma.
É isso. Não, não vale, não vale o preço.
É lógico que vão ter fases da vida que
vão exigir mais de nós para construir
coisas, mas existe uma diferença entre
colocar a energia alinhada,
integrada e deixar algumas coisas de
lado do que querer dar conta de tudo e
ficar pisando no acelerador o tempo
todo, sem tempo de descanso, sem tempo
de restauração.
Eu percebi no ano passado também o
quanto as redes sociais estavam me
fazendo mal. Eu até gravei um vídeo aqui
para vocês contando sobre esse detox que
eu fiz, né? Eu passei a quaresma sem
rede social e foi assim algo que eu
recomendo que todo mundo faça, né? Agora
no começo de setembro a gente tem um
desafio de esperto que é sobre isso, é
sobre detox digital. Então se você não é
aluno do portal ou não tem o planner,
não tem problema, faça por si só. Nesse
vídeo eu te dou sugestões do que fazer,
mas é tanto excesso de estímulo de
informação
e de cobrança mesmo, né? Eu sou uma
pessoa que eu tenho um autocrítico muito
elevado, né? Aquela voz interna que
acaba se tornando até um tirano, porque
é assim, é uma insatisfação constante,
né? Eu vou, eu dou tudo de mim, eu
entrego tudo e vem essa voz: "É, mas
faltou tal coisa. Eu poderia ter tido
X, Y, Z e é sempre o próximo nível,
próximo nível. E não é para ninguém, é
para mim mesma.
Então, eu tô passando por um processo
intenso esse ano. Tive outros
acontecimentos próximos a mim também,
que foram muito impactantes, mas eu
quero estar aqui em um lugar de mais
vulnerabilidade.
Eu não quero ficar preocupada na edição
se tá boa, eh, a arte da tamb, os
cortes, porque
senão eu entro num hiperfoco de
perfeccionismo e aí eu não consigo dar
conta. E aí a essência do meu trabalho,
que é isso que eu tô fazendo aqui, que é
conversar de uma alma para outra alma,
se perde. Então
eu quero te agradecer por me ouvir. Eu
quero saber aqui nos comentários se você
se identificou com alguma dessas coisas,
se você se tornou mãe e sentiu que a sua
produtividade mudou muito e isso tem
afetado a comparação que você tem com a
sua eu de hoje, com a sua eu do passado.
essa questão dos estímulos, né, de se
sobrecarregar demais com algo que você
ama e não saber qual que é o limite
saudável, a hora de parar, a hora de
falar não, a hora de falar eu não dou
conta ou eu preciso de ajuda.
E também se você tem essa questão com a
neurodivergência, se você já pensou
sobre isso, se você já se identificou,
porque a quantidade de conteúdo
assim surreal que apareceu para mim
nesse último período foi muito chocante
de coisas que eu não sabia e que a
maioria das pessoas também não sabe.
Então, do autismo tardio, né, de você
ter um diagnóstico tardio em mulheres,
isso é muito mais comum porque as
mulheres fazem o mesking, né, ao longo
da infância com muito mais facilidade.
Então, essa coisa de conseguir interagir
socialmente
ou, por exemplo, pessoas que têm TH,
mas aprenderam a mais a se culpar,
acharem que tem algo de errado com elas,
com procrastinação do que algo que é
bioquímico mesmo, a relação que elas têm
com a dopamina. Então, gente, me abriu
um portal assim, literalmente
de coisas a serem trabalhadas esse ano
que não tá escrito, não tá escrito, mas
ao mesmo tempo eu sou muito grata por
ter a consciência de olhar para isso,
perceber e me tornar uma pessoa um pouco
melhor a partir disso que eu tô vivendo.
E eu espero compartilhar aqui não só os
meus aprendizados depois que eu cheguei
lá, mas aquilo que eu tô percorrendo,
como isso que eu tô vivendo agora. Então
eu quero trocar com você, quero saber se
isso tocou em algum lugar, comenta aqui
pra gente trocar, para outras pessoas
verem outros relatos também dessa
mudança de produtividade com o sistema
nervoso mais regulado, porque a gente só
vai criar um novo mundo através da
criação de um novo eu. E não é uma nova
pessoa, na verdade é o eu verdadeiro. É
quando a gente tira as camadas, né? a
gente para de se tornar algo, mas a
gente remove as ilusões para acessar
aquilo que sempre existiu ali.
Enfim,
é isso. Espero ver vocês em breve em um
próximo vídeo. Fique com Deus. M.
