Calma Urgente

Revelando: Pátria Submissa | Ep #06

Calma Urgente2,3 mi visualizações282,4 mil18 mil16/10/202628:22News & Politics

Resumo


Em uma frase

O Brasil possui terras raras estratégicas que Trump quer controlar, e brasileiros estão conspirando para entregá-las em troca de apoio político.

A descrição promete revelar um complô para saquear o Brasil e identificar os "traidores da pátria" envolvidos. A transcrição entrega exatamente isso: um esquema orquestrado por Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo, André Marinho e a rede Rock Bridge, que planejam entregar as terras raras e minerais críticos do Brasil aos Estados Unidos em troca de apoio eleitoral de Trump.

O que Trump quer do Brasil

O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras (11 das 75 milhões de toneladas existentes no planeta), além de 93% da produção mundial de nióbio e a segunda maior reserva de grafite. Esses minerais são essenciais para tecnologia moderna: celulares, carros elétricos, turbinas eólicas, mísseis e drones. A China controla 44 milhões de toneladas e está fechando as exportações, tornando o Brasil estratégico demais para os americanos ignorarem.

A estratégia de Trump com outros países

Trump segue um padrão repetido: pressão (guerra, tarifas, empréstimos), colocação de um aliado no poder que lhe deva favores, e finalmente a assinatura de acordos que entregam recursos naturais aos EUA.

  • Ucrânia (fevereiro 2025): Humilhada na Casa Branca, assinou acordo entregando metade da receita de novas licenças de minério, petróleo e gás a um fundo administrado conjuntamente com os EUA.

  • Venezuela (agosto 2024): Após captura de Maduro por forças especiais americanas, entregou 17 campos de petróleo (25% da produção) pelos próximos 100 anos, com 35% da empresa para os EUA e direito de veto na diretoria.

  • Irã (fevereiro 2024): Bombardeado por EUA e Israel; Trump declarou publicamente que queria petróleo iraniano.

  • Colômbia (junho-setembro 2024): Elegeu presidente de extrema direita com apoio de Trump; um mês após posse, assinou acordo sobre minerais críticos.

  • Argentina (outubro-fevereiro 2024-2025): Trump ofereceu 20 bilhões em empréstimos antes da eleição; Milei venceu e assinou acordo de minerais críticos.

A pressão sobre o Brasil

Em julho de 2024, Trump declarou emergência nacional por causa do Brasil, taxando em 50% quase todas as exportações brasileiras. Em outubro de 2024, o governo americano entregou 21 exigências, incluindo: anistia para condenados pelo golpe, tarifa zero para produtos americanos, fim do Pix (considerado concorrência desleal aos cartões de crédito americanos), notificação prévia de vendas de minerais críticos com tratamento preferencial para empresas americanas, e bloqueio de investimentos chineses na mineração. Lula chamou a lista de "arquivo morto" e assinou lei estabelecendo que quem manda na exploração de minerais é o Brasil.

Os brasileiros que estão abrindo a porta

Paulo Figueiredo: Neto do último presidente da ditadura militar, deve R$ 4,9 milhões em impostos à União. Seu nome apareceu no comunicado oficial da Casa Branca justificando as tarifas contra o Brasil.

Eduardo Bolsonaro: Irmão de Flávio, foi aos EUA ainda como deputado negociar sanções contra autoridades brasileiras (condenado a 4 anos e 2 meses de prisão). Acompanhou Figueiredo nos EUA pedindo ao governo americano para criar tarifas contra o Brasil.

Flávio Bolsonaro: Candidato à presidência, subiu no palco da CPAC (conferência do partido de Trump) em 28 de março de 2025 e prometeu em inglês: "Brazil is America's solution to break independence on China for critical minerals, especially rare Earth elements" (O Brasil é a solução da América para quebrar a independência da China em minerais críticos, especialmente terras raras).

André Marinho: Humorista e ex-candidato do Novo, filho de Paulo Marinho (apoiador de Bolsonaro em 2018). Escreveu documento de 22 páginas em inglês intitulado "Prosperity Partnership" explicando a parceria entre governo Flávio e EUA para exploração de minerais. Três semanas depois, reuniu-se com JD Vance, vice-presidente americano.

JD Vance e Rock Bridge: Em 2019, Vance fundou Rock Bridge Network, clube de doadores bilionários. Em maio de 2025, registrou Rock Bridge Brasil nos EUA. Criaram também fundo 1789 Capital com Donald Trump Jr., que investiu milhões na Vulcan Elements (fabricante de ímã com contrato com Energy Fields, empresa que explora terras raras em Prado, Bahia).

Pedro da Rock Bridge (Pedro Sang): Empresário que se apresenta como representante da Rock Bridge no Brasil, montou comitê de campanha de Flávio Bolsonaro em São Paulo. Em setembro, foi acusado publicamente de ter colocado dinheiro ilegal na campanha.

Posição do General Santos Cruz

General de três estrelas, ex-ministro de Bolsonaro e declaradamente de direita, entrevistado 12 dias antes da eleição, chamou o esquema de "vigarice" e "submissão voluntária". Afirmou que não é direita nem patriotismo entregar recursos estratégicos. Criticou a "turma do gorro" (brasileiros que se alinham a Trump). Alertou que o Brasil só vira colônia se alguém de dentro abrir a porta, como um vampiro.

O dilema final

O Brasil possui riquezas estratégicas sem precedentes: segunda maior reserva de terras raras, maior reserva de nióbio, segunda maior de grafite, maior floresta do mundo e maior biodiversidade do planeta. A pergunta crucial é: quem será dono dessa riqueza nos próximos 50 anos? Os brasileiros ou americanos que tomam o que é dos outros?

De um lado, Lula mandou as exigências americanas para arquivo morto e assinou lei garantindo soberania brasileira. Do outro, Flávio Bolsonaro prometeu publicamente ser "a solução da América". Para entregar a bandeja, porém, precisam da chave do Palácio do Planalto.

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Transcrição


O Brasil tem mesmo o molho. E eu não tô

falando só da nossa cultura, do nosso

povo, da nossa alegria. Eu tô falando de

um molho que todo mundo quer. Um molho

que vale dinheiro, que vale muito

dinheiro. Tem uma coisa embaixo do chão

do Brasil que vale até mais do que o

petróleo valeu no século passado. É um

recurso precioso e o mundo inteiro

precisa dele porque quase ninguém tem. E

tirando a China, a gente tem mais do que

qualquer outro país. Só que nesse exato

momento tem gente poderosa se

organizando para tomar isso da gente.

>> Tomar o petróleo porque ele tá lá para

ser tomado. Eles não podem fazer nada.

>> O presidente americano afirmou ainda que

vai controlar 65 bilhões de barris de

petróleo venezuelano.

>> Você não está numa boa posição. Não é

você quem dá as cartas.

>> Brasil iser solution.

>> Terras raras. Um acordo com o Brasil.

Para acelerar a exploração das reservas,

as terras raras do Brasil já estão sendo

rifadas por banqueiros e malandros

aliados a governos externos.

>> Tarifas foram um movimento correto para

o Brasil. Presidente Trump agiu

corretamente e eu sou muito grato a ele.

>> Os Estados Unidos têm mecanismos muito

semelhantes ao Pix. Dá pra gente

conversar e botar na mesa isso daí? A

busca de interferência é traição.

>> Hoje você vai descobrir a história de um

complô para saquear o Brasil. Um complô

que conta com traidores da pátria, gente

submissa e voluntários que estão

entregando o país de bandeja pros

americanos. E quem chama eles de

traidores não sou eu. Um general

condecorado com três estrelas,

ex-ministros de Jair Bolsonaro. O

general Santos Cruz. Ele deu uma

entrevista pra gente e falou sobre tudo

isso. Mas antes de você ouvir o general,

eu preciso te explicar três coisas. O

que o governo americano quer do Brasil,

como o Trump costuma pegar o que ele

quer dos outros países e quem são os

brasileiros que estão abrindo a porta

pro Trump entrar.

Bora começar pelo que eles querem. Para

isso, deixa eu te levar lá paraa minha

terra,

a Bahia.

Pega o celular que você tá segurando

para me assistir. Dentro dele tem um íã

minúsculo que também faz o alto-ofalante

funcionar e o motor vibrar. Esse íã é

feito de um grupo de minerais chamado

terras raras. Esses mesais estão no

motor do carro elétrico, estão na

turbina eólica, nos mísseis usados nas

guerras e nos drones usados para tudo.

Todo ano o governo dos Estados Unidos

publica um relatório que conta quanto de

cada mineral existe embaixo da terra no

mundo inteiro.

Muito bem. O último relatório deles diz

que o planeta Terra todinho tem umas 75

milhões de toneladas de terras raras.

Dessa 75, a China tem 44 e o Brasil tem

11. Faz essa conta comigo. A China tem

mais da metade do que existe no mundo. O

Brasil tem a segunda maior reserva,

quase 20%.

Os outros 200 países do planeta dividem

o que sobra. Então, quando a China

resolver parar de vender esses minerais

pros americanos, o único país do mundo

com terras raras suficientes para pensar

em substituir a China se chama Brasil. E

pior, o mesmo relatório do governo

americano avisa: "A China já começou a

fechar a torneira das terras raras. O

Brasil nunca foi tão estratégico e as

terras raras são só o começo. Você

conhece o Nióbio?

Niób é um metal que misturado com aço

deixa o aço muito mais forte e por isso

ele vai no motor do avião, no gasoduto,

na ponte. Bolsonaro sempre foi obsecado

com nióbio.

>> Campanha eu falei tanto em nióbio.

>> Nióbio,

>> nióbio.

>> Nió,

>> bateria de nióbio.

>> Nió.

>> O mundo inteiro usa nióbbio. E de cada

100 kg de nióbio produzidos no planeta,

93 saem do Brasil. Tem ainda o grafite

que vai dentro da bateria do carro

elétrico e do seu celular. O Brasil é o

segundo maior produtor do mundo. Essa

situação simplesmente tira o sono dos

americanos, porque hoje de cada 10 kg de

terras raras que os Estados Unidos

importam, sete vem da China. E a China e

os Estados Unidos estão numa briga que

não acaba por isso e por um monte de

outras razões. Quer dizer, pros

americanos, então, encontrar outro

fornecedor virou uma questão de

sobrevivência. E o outro país que tem

esses minerais para oferecer é a gente.

Por causa disso, o sul da Bahia virou

alvo de empresas americanas. Em

fevereiro de 2023, uma empresa americana

chamada Energy Fields comprou por mais

de 27 milhões de dólares uma concessão

para mineração de terras raras entre

Prado e Caravelas. Nos registros da

Agência Nacional de Mineração, essa

empresa tem um total de 19 processos

ativos em Prado, Caravelas e Alcobassa.

Em setembro desse ano, outra empresa

americana, a USA Rare Earth, concluiu a

compra da Serra Verde em Goiás, a única

mina de terras raras em operação no

Brasil, um negócio de quase 3 bilhões de

dólares. Só que aí, em 16 de setembro, o

Brasil sancionou uma lei que diz que

esses minerais até podem ser explorados

por empresas de fora, mas só se elas

seguirem os princípios da soberania e do

nosso interesse nacional. Em português,

bem claro, a gente decidiu que a empresa

pode vir explorar, mas quem manda é o

Brasil. e decidiu também que o minério

não sai daqui com pedra bruta para ser

processado lá fora. Ele precisa ser

processado aqui, gerar emprego aqui,

gerar riqueza aqui. E é exatamente isso

que Trump não aceita, porque o Trump ele

não quer comprar minério dos outros, ele

quer que o minério dos outros seja dele.

Eu vou te mostrar como ele faz isso

acontecer.

Para entender o que tá sendo preparado

pro Brasil, eu preciso te mostrar o que

o Trump fez com outros países nesses

últimos dois anos. Vamos passar por

alguns países diferentes, bem rapidinho,

e você vai perceber que a história se

repete. O primeiro exemplo é o da

Ucrânia.

Em fevereiro de 2025, o presidente da

Ucrânia, o Zelensk, foi à Casa Branca

para assinar um acordo de minerais. O

país dele tá em guerra com a Rússia há 4

anos e depende das armas americanas para

não ser engolido.

Olha o que aconteceu na frente das

câmaras.

>> Você não está numa boa posição agora.

Você se colocou numa posição péssima.

Por acaso é onde está agora? Desde o

início da guerra? Senhor,

>> você não está numa boa posição. Não é

você quem dá as cartas.

>> Dois meses depois dessa reunião

humilhante, a Ucrânia assinou um acordo

imposto pelos Estados Unidos. Sim, era

um acordo, mas era imposto pela parte

mais forte. Eu nem preciso dizer que o

tal acordo era péssimo paraa Ucrânia,

né? Veja o que ele diz.

Metade de toda a receita, de toda

licença nova de minério, petróleo e gás

da Ucrânia, agora vai para um fundo

administrado junto com o governo

americano. Ou seja, um país em guerra

entregou metade das riquezas do seu

subsolo pros americanos em troca de

continuar vivo. Segundo exemplo,

Venezuela.

No dia 3 de janeiro desse ano, forças

especiais americanas entraram em Caracas

e capturaram o ditador deles, o Nicolás

Maduro. Quem assumiu foi a vice dele,

Adel Rodriguez, que só ficou no cargo

porque o Trump deixou. Passaram 7 meses

e em agosto Trump anunciou um acordo de

petróleo com o governo da Delc. Olha os

termos do acordo. A Venezuela

simplesmente entregou pros americanos 17

campos de petróleo, cerca de 1 qu da

produção do país. Isso pelos próximos

100 anos. Eu vou repetir, isso é pelos

próximos 100 anos.

Os Estados Unidos ficam com 35%

da empresa de petróleo da Venezuela com

direito de veto sobre a diretoria e

ainda compram até 20% do petróleo dessa

operação pelo preço de custo, ou seja,

sem lucro nenhum pro povo da Venezuela.

Isso é o que a Venezuela entregou depois

que os americanos tiraram o presidente à

força e deixaram no lugar alguém que

devia o cargo a eles. E Trump ainda

explicou pros americanos que o petróleo

era um presente da Venezuela pro povo

dos Estados Unidos.

O terceiro exemplo é o Irã. Em fevereiro

desse ano, os Estados Unidos e Israel

bombardearam o Irã, mataram o líder

iraniano e atoláenei. E até hoje a

guerra não acabou. Quando o jornalista

do Financial Times perguntou ao Trump o

que ele queria do Irã, ele disse

explicitamente que o que ele queria era

petróleo. E pouco tempo depois ele disse

que o Irã estava dando petróleo pros

Estados Unidos em sinal de respeito. É

inacreditável, cara. É inacreditável.

>> E então hoje eles

nos fizeram uma homenagem. Eu não sei,

eu não consegui definir com exatidão,

mas acho que eles deram como sinal de

respeito 20 navios petroleiros, 20

navios enormes que estão passando pelo

estreito de Ormus.

>> Já o quarto exemplo é o da Colômbia. Em

junho, a Colômbia elegeu um presidente

de extrema direita, o Abelardo de

Laisprer,

com apoio declarado de Donald Trump. Ele

tomou posse em agosto e um mês depois o

secretário de Estado americano, Marco

Rúbio, desembarcou em Barranquilla. E os

dois assinaram um acordo justamente

sobre minerais críticos, esse que o

Brasil tem de sobra. O cara nem tinha

trocado as cortinas do palácio e o

minério já estava na mesa. E o último

exemplo que eu vou dar é o da Argentina,

que é nossa vizinha também. Em outubro

do ano passado, a Argentina ia votar

numa eleição que decidia se o presidente

de extrema direita deles, o Javier

Milei, continuaria a ter força no

Congresso. Duas semanas antes da

votação, os americanos anunciaram que

iam emprestar 20 bilhões de dólares pro

governo do Milei. E aí perguntaram Trump

numa coletiva se a ajuda dependia do

resultado. Olha o que ele respondeu.

>> Se ele perder, nós não vamos ser

generosos com a Argentina. O Milei

ganhou. 4 meses depois, em fevereiro,

Argentina e Estados Unidos assinaram um

acordo de minerais críticos. Você tá

vendo, você percebe como a história se

repete? Primeiro vem a pressão, uma

guerra, uma tarifa, um empréstimo, o que

for preciso. Depois, alguém no poder que

deva o próprio cargo a Donald Trump, a

Dels na Venezuela, o Spiedia na

Colômbia, o Milei na Argentina. E no fim

chega o acordo, minério e petróleo

saindo do país com os americanos

comandando. Agora olha a situação do

Brasil com esses três passos na cabeça.

O primeiro passo, a pressão, já veio. Em

30 de julho do ano passado, Trump

assinou uma ordem executiva que declarou

emergência nacional por causa do Brasil.

chamou o nosso país de ameaça incomum e

extraordinária a segurança dos Estados

Unidos e taxou em 50% quase tudo que a

gente vende para lá. Agora, em setembro,

o Estadão, jornal conhecidamente

conservador, revelou 21 exigências que o

governo americano entregou pro Brasil em

outubro do ano passado. Tem de tudo

nessa lista: anistia pros condenados

pelo golpe, tarifa zero pros produtos

americanos e até o fim do Pix de graça.

Sim, eles acham que o Pix faz

concorrência desleal com os cartões de

crédito da Visa, do Mastercard e outras

empresas americanas e exigiram por

escrito que o Brasil acabe com o Pix.

Mas eu quero que você olhe dois itens

dessa lista que quase ninguém comentou.

Um diz que o Brasil tem que avisar aos

Estados Unidos com antecedência toda vez

que for vender um ativo de minerais

críticos e também dar para as empresas

americanas tratamento preferencial.

O outro item diz que o Brasil tem que

limitar o investimento de entidades

estrangeiras preocupantes.

Entidades estrangeiras preocupantes na

mineração. Entidade estrangeira

preocupante é um jeito educado de dizer

China. Ou seja, a China não pode mais

investir no Brasil. A boa notícia é que

a diplomacia brasileira leu essa lista

absurda e não levou a sério. Lula chamou

aquilo de arquivo morto. E é por isso

que agora os americanos estão focados no

segundo passo. Eles querem ter alguém no

poder que deva o cargo a Trump. E para

isso, Trump precisa de brasileiros

dispostos a ter essa relação de dívida

com ele.

Essa rua tranquila fica a 40 minutos de

Orlando, na Flória.

Essa casa, ela foi comprada em novembro

do ano passado por 1.200.000,

uns 6 milhões deais. O dono é esse homem

aí. Quando eu digo que os jornalistas

são

>> o nome desse sujeito é Paulo Figueiredo

e ele é neto do general João Figueiredo,

que foi o último presidente da ditadura

militar. Ele é comentarista político,

ele é dono de um programa na internet e

desde o começo de 2023 ele é um homem

procurado pela Polícia Federal. Quando

ele assinou a compra dessa casa, ele

devia R$ 4.900.000 R$ 1.000 a União numa

dívida que, segundo a PF, é ligada a um

esquema de sonegação de imposto.

Curiosamente, o governo americano

escolheu justo esse homem para fazer o

papel de vítima. No comunicado oficial

emitido pela Casa Branca, no dia em que

eles decidiram punir o Brasil inteiro

com tarifas, o nome de Paulo Figueiredo

aparece. Sim, um país inteiro foi punido

e um dos motivos escritos no papel é a

situação judicial. de um neto de ditador

que deve milhões de reais paraa União,

ou seja, um sujeito que deve dinheiro

para todos nós.

>> Tô 100% convencido de que as tarifas

foram o movimento correto para o Brasil.

Presidente Trump agiu corretamente e eu

sou muito grato a ele.

>> E o pior, quem tava lá nos Estados

Unidos junto com Figueiredo pedindo para

os americanos criarem essas tarifas, era

ninguém mais, ninguém menos do que

Eduardo Bolsonaro.

>> O cenário brasileiro do que que tá

acontecendo aí, os impactos da tarifa e

o Paulo Figueiredo sempre conosco aqui

ajudando. Eduardo era deputado federal

até dezembro do ano passado, quando a

Câmara declarou a perda do mandato por

falta, que ele simplesmente parou de

trabalhar. E ele foi condenado em junho

desse ano há 4 anos e 2 meses de prisão

por coação, por ter ido aos Estados

Unidos, ainda com mandato, negociar

sanções contra autoridades do próprio

país.

Hoje a Polícia Federal apura se quem

pagava as contas dele no Texas era o

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. E

hoje o irmão de Eduardo, Flávio, é o

candidato que quer ocupar no Brasil o

lugar que a Delsi ocupa na Venezuela e o

Spriedia ocupa na Colômbia. E quem tá

dizendo isso é ele mesmo. Em 28 de

março, numa conferência do partido de

Trump, o CPEC, ele subiu no palco e

prometeu exatamente isso. Bra is going

to be the battle where the future of the

hemere will be because Brazil is

America's solution to break independence

on China for critical mineral espcially

rare Earth elements.

>> A solução da América. Ele disse da

América. E esse discurso não parece ser

sido um improviso, porque no dias antes

esse homem aqui tinha escrito uma

espécie de roteiro. Vamos confiar em

Deus aí. Vai dar tudo certo aí agora. Tá

com Deus,

>> Esse cara é o André Marinho,

humorista, ex-apresentador da Jovem Pan

e ex-candidato do Novo ao governo do

Rio. Ele é filho de Paulo Marinho, um

dos principais apoiadores da candidatura

de Jair Bolsonaro em 2018. Em março

desse ano, o André escreveu um texto de

22 páginas em inglês com o nome

Prosperity Partnership,

explicando como seria a parceria entre o

governo de Flávio Bolsonaro e os Estados

Unidos para explorar minerais críticos e

terras raras no Brasil.

Três semanas depois de escrever esse

documento, o André Marinho estava nos

Estados Unidos numa reunião com o

vice-presidente americano. Presta

atenção. Depois de escrever esse

documento, ele estava em uma reunião com

um vice-presidente americano, um cara

chamado JD V. Esse JD V é muito

importante para essa história. Em 2019,

JD Vou

Rock Bridge Network, um clube de

doadores bilionários. Em maio desse ano,

o Rock Bridge registrou uma empresa

chamada Rock Bridge Brasil, lá nos

Estados Unidos. E quem assinou a

abertura foi um assessor do próprio Jade

Vence, um cara chamado Chris Applegate.

Uma consultoria da Faria Lima ajudou no

registro. A Rock Bridge diz que a

iniciativa não prosseguiu e que nunca

mandou dinheiro para cá, mas parece que

ela tem um representante no Brasil, um

carioca com nome de personagem de filme

de sessão da tarde, Pedro da Rock

Bridge. Esse seria o nome de guerra de

Pedro Sang, um empresário que se

apresenta como o homem da Rock Bridge no

Brasil e que montou o comitê de campanha

de Flávio Bolsonaro em São Paulo. Em

setembro, Renan Santos do partido

Missão, que também era candidato da

direita, acusou publicamente a Rock

Bridge de ter botado dinheiro na

campanha de Flávio Bolsonaro. As

palavras dele fecharam com o Flávio

>> e esses caras entraram na campanha do

Flávio

naturalmente e ilegalmente. São os caras

que vão, caso o Flávio vença, ganhar

dinheiro com essa merda. Essa turma de

canalhas está rifando o nosso futuro,

rifando o nosso presente e não dando a

nós brasileiros sequer a chance de

sonhar. As terras raras do Brasil já

estão sendo rifadas por banqueiros e

malandros aliados a governos externos.

Agora veja, os ricácios americanos

ligados a Rock Bridge criaram também um

fundo de investimento chamado 1789

Capital, junto com o Donald Trump Jor,

que é filho de Trump. Depois, a 179

investiu milhões de dólares numa

fabricante de ímã, a Vulcan Elements. E

a Vulcan tem contrato de fornecimento

com a Energy Fiels, que é a dona do

projeto de mineração de terras raras em

Prado, no sul da Bahia. Quer dizer, o

dinheiro do filho de Trump já está por

tabela aplicado no minério da Bahia. Tá

vendo?

Terrajara de novo. Toda vez que você

puxa um fio dessa turma, ele termina no

minério.

Então, vamos juntar as peças. O neto do

ditador ficou dizendo que o Trump tinha

que tarifar o Brasil. O Eduardo levou o

pedido pra Casa Branca. O Flávio

prometeu em público ser a solução da

America.

E o André Marinho escreveu o plano de

parceria. Plano de parceria. O Pedro da

Rock Bridge toca o comitê de campanha de

Flávio. O clube do Vence está do outro

lado da mesa com o fundo do filho do

Trump já dentro do projeto de exploração

de minério em Prado, na Bahia. Essas

pessoas estão claramente conspirando

contra o Brasil. Agora, sabe quem também

parece ter juntado essas peças? um

general de três estrelas de direita que

foi ministro de Jair Bolsonaro. Ele se

chama General Santos Cruz e ele recebeu

a nossa equipe 12 dias antes da eleição

e falou por 1 hora e meia. Eu não estava

lá. Quem entrevistou o general foi o

jornalista Bruno Torturra e a entrevista

inteira está no canal do Revelando. Você

pode assistir tudo. Mas eu faço questão

de te mostrar quatro trechos. O primeiro

é sobre de que lado ele tá e sobre o

nome que ele dá para tudo que você

acabou de ver.

>> O senhor ainda se considera um homem de

direita? Como é que o senhor se

posiciona é ideologicamente hoje?

>> Olha, eu me considero de direita. Isso

aí que a gente vê, esse extremismo é

isso aí, não é direita, isso é vigarice.

Isso aí se chama vigarice. É submissão

voluntária. Então os Estados Unidos

também ele se beneficia desse

voluntariado que ele nem precisou

recrutar.

Já esse trecho aqui é sobre o que o

general chama de turma do gorro.

Brasileiros que estão nos Estados Unidos

puxando o saco de Trump. Uma pessoa que

resolve se dedicar à vida pública pela

política, uma pessoa que é deputado, que

é um governador, se colocar um gorrinho

make America Great Gang, é um negócio

assim que você não tem igual no mundo.

Se dizem patriotas, mas perderam

totalmente o sentimento de patriotismo.

Eh, aonde você se submete a tirar uma

fotografia que vai entrar pra história.

Você tem um presidente do dos Estados

Unidos sentado e você em pé do lado numa

posição de subalterno, né?

É uma foto histórica.

>> O próximo trecho é sobre a minha terra.

General, o Brasil pode vender terra rara

desse jeito? Ah,

>> se você vê o documento aí de terras

raras aí, inaceitável, né? Não pode

exportar como como se fosse minério de

ferro. Nem minério de ferro você pode

>> minério de ferro, né?

>> Você não pode vender como se tivesse

vendendo

pão na no botiquinho, né?

>> E esse último trecho é sobre a pergunta

que eu mais queria fazer.

General Santos Cruz, o Brasil pode virar

uma colônia americana.

>> Nas Américas aqui tem três países que

jamais vão ser colônia americana.

>> Quais países?

>> Canadá, que é um país grande, o México e

o Brasil. O Brasil é 50% do PIB de toda

a América do Sul. Então, esses países

eles não nunca vão se sujeitar a isso, a

não ser que eles consigam dentro de um

país um apoio quase incondicional ou um

>> um apoio subalterno. E no Brasil,

infelizmente, para ganhar alguns pontos

na corrida eleitoral, eh, isso aí foi

colocado na pauta. Eu não sei você, mas

quando eu ouço o Santos Cruz, eu fico

bem impressionado, porque não tem

direita nem esquerda aqui. Eu sou um

motor de esquerda. Ele é um general de

direita que trabalhou com Bolsonaro. E

nós concordamos no essencial.

Nossos minerais raros são estratégicos.

Os brasileiros que estão tentando

entregar o Brasil de bandeja para Trump

são uma vergonha pro Brasil. E Flávio tá

fazendo tudo isso para tentar ganhar uma

eleição.

O deprimente é que ele pode conseguir.

Mas tem um outro lado dessa história que

é um lado bom.

O Brasil hoje tá numa posição que nenhum

outro país do mundo está, porque embaixo

do chão a gente tem a segunda maior

reserva de terras raras do planeta, a

segunda maior reserva de grafite e a

maior reserva de nióbio. Isso é o que o

mundo inteiro vai precisar pelos

próximos 50 anos, tá? Aqui em cima do

chão a gente tem algo ainda mais

valioso, a maior floresta do mundo, a

maior biodiversidade do planeta. Você

sabe o Zenque, remédio de emagrecer que

tá em todo lugar? A ciência dele começou

no veneno de um lagarto que mora num

deserto no sul dos Estados Unidos. Hoje,

a empresa que fabrica o Zenpic vale mais

do que a economia inteira da Dinamarca,

que é o país onde ela é sediada.

Sim, tem um país inteiro, um país

próspero vivendo de um remédio que

começou no veneno de um bicho. E aqui a

gente tem mais bicho, mais planta e mais

veneno do que qualquer lugar do planeta

Terra. O Brasil vai ser um país muito

rico nas próximas décadas. A pergunta é:

quem vai ser o dono dessa riqueza?

Agente ou um bando de americano que

gosta de tomar o que é dos outros?

Quando aquela lista de 21 exigências dos

americanos chegou, Lula mandou pro

Arquivo morto. E quando o Minério entrou

na pauta, ele assinou uma lei dizendo

que quem manda aqui é o Brasil. E do

outro lado tem um candidato que subiu no

palco nos Estados Unidos e prometeu em

inglês ser a solução da América. Do lado

desse candidato tem um neto de ditador

que deve a receita, tem um ex-deputado

que parou de ir trabalhar, tem um

imitador de político e tem Pedro do Rock

Bridge. Todos eles parecem prontos para

entregar pro Trump uma riqueza que é

nossa, que é sua. O general Santos Cruz,

que entende muito mais de segurança

nacional do que eu, já avisou: "Um país

do tamanho do Brasil, ninguém toma

força. Ele só vira a colônia se alguém

de dentro abrir a porta que nem vampiro.

Porque tem gente oferecendo o Brasil de

bandeja pro tran. Mas para entregar a

bandeja, eles precisam de uma coisa que

eles ainda não têm, a chave do Palácio

do Planalto. Eu sou Wagner Moura e esse

foi um episódio do Revelando เฮ

เฮ